Origem
Os tupis teriam habitado originalmente os vales dos rios Madeira e Xingu, que são afluentes da margem meridional do rio Amazonas. Estas tribos, que sempre foram nômades, teriam iniciado uma migração em direção à foz do rio Amazonas e, de lá, pelo litoral para o sul. Supõe-se que esta migração, que teria também ocorrido em menor grau pelo continente adentro no sentido norte-sul, tenha principiado no início da era cristã.
Seus Costumes
O povo Guarani é agricultor cultivando principalmente milho, batata doce, aipim, amendoim, erva mate, etc. Sua culinária é criativa e interessante. Tudo o que o Guarani faz e constrói tem haver com espiritualidade, expressa através da música. Instrumentos: flauta, instrumentos de percussão, chocalho etc. Eles têm várias crenças, o Deus deles é considerado um herói. Eles são silenciosos, mas suas palavras são ricas em imagem e expressão. Com lendas, crenças, músicas, podemos resgatar conhecimentos ancestrais.As músicas significam cultura e refinamentos espirituais. O artesanato é sempre preocupado em retratar a mata e os seres vivos. Eles matam,pescam, mas mesmo assim têm amor pela natureza. Fazem tecelagens com pedaços de peles como: cobras, onças e outros. Os objetos são feitos de madeira e de argila.
História de sua Tribo
Organizados em sistemas tribais, que se caracterizam pelas relações de parentesco, ou seja, a cooperação entre descendentes de um ancestral em comum, os índios tupi-guaranis se agrupavam em aldeias. As aldeias se localizavam geralmente próximas a rios e eram cercadas. Dentro do espaço cercado construíam-se as casas e formava-se o pátio. Neste pátio eram realizadas as reuniões da comunidade, as cerimônias, ou seja, os fatos importantes da aldeia. As casas eram construídas de madeira e cobertas com folhas de palmeiras. Em cada casa vivia uma família, constituída não apenas de mãe, pai e filhos, mas de um chefe e todos os seus descendentes.
Cada aldeia tinha um líder (cacique) que a representava e que era o mais valente nas guerras. Mas não existiam diferenças entre o que as pessoas possuíam ou faziam, mas sim uma divisão de tarefas entre homens, mulheres e crianças. As mulheres cuidavam das crianças, da comida, da plantação, da colheita, da preparação das bebidas, da fabricação de cerâmica; enquanto os homens caçavam, pescavam e lutavam nas guerras. O líder de cada aldeia não tinha o poder de um rei. Ele trabalhava como os outros homens do grupo, e seu poder de liderança era exercido durante as reuniões, nos períodos de guerra ou em situação de calamidade. Quando havia alguma ameaça à tribo ou um grande trabalho a fazer, todos se uniam.
Aprendendo sobre a língua Tupi
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Sobre a língua Tupi
O tupi era a língua falada pelos povos tupis que habitavam o litoral do Brasil por volta do século XVI (tupinambás, tupiniquins, caetés, tamoios, potiguaras, temiminós, tabajaras).
Foi aprendida pelos colonizadores portugueses que aí aportaram a partir desse século e, por intermédio deles e de seus descendentes mestiços (como, por exemplo, os bandeirantes), se tornou o idioma mais usado não só no litoral, mas em todo o atual território brasileiro, durante os séculos XVI e XVII. Possui vários documentos que comprovam sua existência, sendo o padre jesuíta José de Anchieta considerado como seu primeiro gramático (foram os jesuítas que criaram a representação escrita da língua, a qual era, até então, exclusivamente oral).
Era chamado de língua brasílica, por ser o idioma mais usado no Brasil nos séculos XVI e XVII (o termo "língua tupi" somente se generalizou a partir do século XIX: a língua do Brasil dos primeiros séculos. Os europeus que iam viver no Brasil, bem como os escravos africanos que eram trazidos para o país, a aprendiam e a falavam no seu dia a dia, usando o português apenas na suas relações com a Coroa Portuguesa. Teve sua gramática estudada pelos jesuítas (os quais a utilizavam como instrumento de catequese) e deu origem a dois dialetos, hoje considerados línguas independentes: a língua geral paulista e o nheengatu (também chamado "língua geral amazônica"). Este último ainda é falado atualmente no sul da Venezuela e no noroeste do estado do Amazonas, no Brasil.
Características da língua Tupi
Seu vocabulário
Preponderante a uma reconstrução fonológica, já realizada, foi o fato de o nheengatu, língua que descende do tupi, ser falado ainda hoje na Amazônia. Somando-se a este fato, já bastante favorável, não se pode deixar de citar a continuidade do guarani antigo, língua distinta mas muito próxima ao tupi, nos atuais guarani-mbyá, guarani-nhandéva, guarani-kaiowá e guarani paraguaio. Sendo tão fortes os pontos favoráveis, tornou-se factível a reconstrução dafonologia tupi.
O tupi identifica um conjunto de 31 fonemas, dos quais doze são vogais, três semivogais e dezesseis consoantes.
Características sintáticas
Usualmente, a oração na língua tupi apresenta a sequência "sujeito - objeto - verbo". Nisto, ela se difere da oração na língua portuguesa, que costuma apresentar a sequência "sujeito-verbo-objeto".
Como em "A menina (sujeito) pegou (verbo) o pássaro (objeto)". Um exemplo de oração tupi seria, por exemplo: São Pedro (sujeito) itangapema (objeto) osekyî (verbo) (São Pedro a espada puxou).
Frases em Tupi: Xe a- nhe’eng abá- nhe’enga. A-pyta y-pyranga
(Eu falo a língua dos índios. Eu moro no Rio Vermelho)
Frases em Tupi: Xe a- nhe’eng abá- nhe’enga. A-pyta y-pyranga
(Eu falo a língua dos índios. Eu moro no Rio Vermelho)
Vogais
a ɛ i ɔ u ɨ ã ɛ̃ ĩ ɔ̃ ũ ɨ̃ ^l
Na ortografia adotada por Academia da Língua Tupi, as vogais são a, e, i, o, u, y (som inexistente na língua portuguesa, intermediário entre o "i" e o "u". É pronunciada dizendo-se u e abrindo-se os lábios até chegar à posição em que se pronuncia i).
Semivogais e consoantes
j (ɲ) w ɨ̆ β p m (mb) t r n (nd) k ɣ ŋ ʔ s ʃ
Na ortografia adotada pela Academia da Lingua Tupi, as consoantes e semivogais são: ' (um fonema que não existe no português e que se caracteriza por uma pequena interrupção no fluxo de ar), v, j (semivogal do i), nh, k, m, mb), n, nd), ng, p, r (sempre brando, como no português "aranha"), s, t, u (a semivogal do u), x (como no português "chácara"), ^y (a semivogal do y), ` (som semelhante ao hamza arabe onde tem uma oclusao glotal).
Metaplasmo: fenômeno comum
A influência Tupi na Língua Portuguesa
O Brasil é a única ex-colônia portuguesa que não fala com sotaque português. E que isso se deve à influência da língua tupi. Observe alguns substantivos de origem tupi presentes em nosso idioma.
Andaraí: água do morcego
Anhangabaú: buraco do diabo
Aracaju: tempo de caju
Carioca: casa de branco
Curitiba: muito pinhão, pinheiral
Goiás: gente da mesma raça
Ipanema: água suja
Jacarepaguá: lago do jacaré
Mogi-Mirim: riacho das cobras
Pará: mar
Paraguai: rio do papagaio
Paraíba: rio ruivo ou encachoeirado
Paraná: rio afluente
Pirapora: peixe que salta
Pindorama: país das palmeiras
Sergipe: rio dos siris
Tijuca: barro mola
Essas palavras definem lugares, cidades, praças, ruas, indivíduos e inclusive produtos, estando continuamente presentes no dia a dia do brasileiro. Trata-se de apenas algumas das inúmeras palavras do idioma tupi que fazem parte do nosso vocabulário há muitos anos; porém, seus significados são desconhecidos pela maioria da população.
Sabe-se que os padres jesuítas José de Anchieta e Manuel da Nóbrega dedicaram-se aos estudos e codificação da língua tupi-guarani, seus usos, costumes, história e origem antropológica. De fato, embora muitos brasileiros desconheçam os significados dos vocábulos de origem tupi existentes na língua portuguesa, é inegável que essa nação teve grande influência na construção de nossa identidade cultural e linguística.
Sobre o Tronco Tupi
Atualmente há aproximadamente 240 povos, Nações indígenas distribuídos em todo território nacional, sendo em maior número na região norte, Amazônia legal, e cerca de 180 línguas indígenas brasileiras, algumas são semelhantes entre si do que outras, revelando origens comuns e processos de diversificação ocorridos ao longo do tempo. No universo das línguas indígenas brasileiras, reconhece-se a existência de dois grandes troncos o Tupi e o Macro-Jê- e 19 famílias lingüísticas que não apresentam taxas de semelhanças suficientes para que possam ser agrupadas em troncos. Há também, famílias de apenas uma língua, às vezes denominadas “línguas isoladas”, por não se revelarem parecidas com nenhuma outra língua conhecida. Consoante Rodrigues, a língua Tenetehara-Guajajara, o ze’egté, está inserida no tronco lingüístico tupi. Este tronco subdivide-se em sete famílias lingüísticas e três línguas isoladas (Aweti, Arara e Satere), segundo Rodrigues (1984-1985), as linguas da família Tupi-Guarani agrupam-se em oito subconjuntos. Essa subclassificação levou em consideração essencialmente propriedades fonológicas que as línguas partilham entre si.
Pertenço ao povo Tenetehara, conhecido pela literatura como povo Guajajara, o terceiro em número de indivíduos e um dos mais importante grupo indígena do Brasil.
Danças e Canções Tupis
Oforahai é cantar/dançar na língua dos Asuriní do Xingu, Amazônia, Brasil, povo Tupi-guarani. Oforahai é o nome genérico dado as praticas rituais realizadas para promover a experiencia do encontro cósmico entre o mundo dos humanos e o dos espíritos. O objetivo é garantir a vida, seja através da transmissão da substancia vital que cura os pacientes do ritual Maraka, seja através da ação o propiciatória que garante a caça e a boa colheita.
Índios Tupis cantando
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| Imagem representando a dança dos Índios Tupis |
Referências
http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_tupi
http://www.soportugues.com.br/secoes/curiosidades/curiosidade_tupi.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tupis
http://www.soportugues.com.br/secoes/curiosidades/curiosidade_tupi.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tupis
http://tupi.fflch.usp.br/node/36
Método moderno de tupi antigo: A língua do Brasil dos primeiros seculos.
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