O tupi era a língua falada pelos povos tupis que habitavam o litoral do Brasil por volta do século XVI (tupinambás, tupiniquins, caetés, tamoios, potiguaras, temiminós, tabajaras).
Foi aprendida pelos colonizadores portugueses que aí aportaram a partir desse século e, por intermédio deles e de seus descendentes mestiços (como, por exemplo, os bandeirantes), se tornou o idioma mais usado não só no litoral, mas em todo o atual território brasileiro, durante os séculos XVI e XVII. Possui vários documentos que comprovam sua existência, sendo o padre jesuíta José de Anchieta considerado como seu primeiro gramático (foram os jesuítas que criaram a representação escrita da língua, a qual era, até então, exclusivamente oral).
Era chamado de língua brasílica, por ser o idioma mais usado no Brasil nos séculos XVI e XVII (o termo "língua tupi" somente se generalizou a partir do século XIX: a língua do Brasil dos primeiros séculos. Os europeus que iam viver no Brasil, bem como os escravos africanos que eram trazidos para o país, a aprendiam e a falavam no seu dia a dia, usando o português apenas na suas relações com a Coroa Portuguesa. Teve sua gramática estudada pelos jesuítas (os quais a utilizavam como instrumento de catequese) e deu origem a dois dialetos, hoje considerados línguas independentes: a língua geral paulista e o nheengatu (também chamado "língua geral amazônica"). Este último ainda é falado atualmente no sul da Venezuela e no noroeste do estado do Amazonas, no Brasil.

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